Arrumando a mala em viagem a Austrália: Empacotar a vida numa mala é uma das tarefas mais complicadas para quem está prestes a viajar. O que levar? O que deixar? A regra número 1 para simplificar o trabalho é mentalizar o mantra: “Não há nada que não esteja à venda nas lojas de lá”. A simplificação, é claro, pode esbarrar no preço – ou então em alguns produtos extremamente raros no exterior, como o Guaraná e a cachaça.

A regra pode ter até exceções para produtos alimentícios, mas se aplica a roupas e acessórios. Um dos pontos mais importantes a lembrar é que não importa se o intercâmbio durará 1, 3, 6 ou 12 meses, a quantidade de roupas na mala deverá ser sempre a mesma. Abaixo uma lista de itens imprescindíveis para ajudar na composição da bagagem.

1. Biquíni e sunga: A civilização australiana concentra-se basicamente na costa do país, ou seja, em todos os lugares há praia. Além disso, os biquínis vendidos na Austrália, Europa e Estados Unidos não seguem o padrão brasileiro. A parte de baixo é maior atrás, o que causa desconforto em quem não está acostumado – e também para as brasucas que tem a bunda maior do que a das gringas. O ideal é embarcar com pelo menos dois ou três opções de roupas de banho. A dica também vale para os meninos que usam sunga ou calções de banho. A mesma recomendação vale para roupas de baixo, leia-se calcinhas e cuecas. Melhor levar de casa.

2. Havaianas: A marca já está internacionalizada, mas o preço é bem mais salgado fora do Brasil. O ideal é levar pelo menos três pares, considerando que você pode acabar trocando ou vendendo algum deles em algum momento do intercâmbio.

3. Remédios: Não há grande dificuldade para se comprar remédios nas farmácias australianas. Antibióticos, no entanto, carecem de receita assim como no Brasil. Para não ter problemas nos primeiros tempos no novo país, o ideal é levar uma mini-farmácia na mala, com aspirina, antigripal e sal de frutas. Há uma enorme variedade de vitaminas nas farmácias australianas, o que torna desnecessário carregá-las do Brasil. Importante guardar a nota, bula e caixa dos medicamentos. Melhor embarcar com as embalagens lacradas. Para as meninas, é interessante levar cartelas de pílula anticoncepcional suficiente para o período de intercâmbio, pois é possível que a marca utilizada no Brasil não seja comercializada na Austrália.

4. Roupa de cama e toalha: Se tiver espaço, custa nada levar do Brasil. Será menos um problema para resolver na chegada ao novo país. Caso no primeiro mês a acomodação seja em casa de família, dá tempo de encontrar lençóis e toalha baratos para quando mudar para outro tipo de alojamento. Na homestay, geralmente, as famílias provem roupas de cama e toalhas.

5. Uma roupa social: É bom garantir pois pode rolar um convite para um evento mais arrumadinho ou uma entrevista de trabalho que exija um vestuário mais incrementado. Na dúvida, não custa arrumar um espaço para isso na mala.

6. Adaptador de tomada: Sim, as tomadas australianas são diferentes das brasileiras. Fica difícil até carregar a bateria do celular sem um adaptador adequado. Mas, sem desespero! Caso não encontre um adaptador para comprar no Brasil, essa pode ser a sua primeira compra em território australiano. Milhares de lojinhas chinesas vendem o item, que custa cerca de 10 dólares.

7. Mochila: Será útil nos primeiros dias para conhecer a cidade e levar sempre os itens básicos de sobrevivência, tais como um lanchinho e uma garrafa da água. Será útil também nos dias em que se decidir ir à praia após às aulas. Também indispensável para viagens curtas de final de semana e para carregar as compras do supermercado com maior facilidade.

8. Calçados: É bom variar nas escolhas. Nada de encher a mala com saltos altos ou levar apenas tênis de passeio. Leve calçados para caminhar em trilhas e ir à praia, mas também para curtir uma balada no final de semana. Para as meninas é recomendado levar sapatilhas, pelo menos um par. Botas também é apropriado, em especial se a estadia ocorrer também nos meses de inverno. No entanto, nada de desespero. Se faltar alguma coisa, há centenas de lojas onde será possível comprar qualquer tipo de calçados, com preços semelhantes ou até menos do que os brasileiros.

9. Cigarro: O ideal é que os fumantes abram mão do vício ao optarem em viver na Austrália. Uma carteira de cigarro custa, em média, 20 dólares, variando conforme a marca. O país só permite que cada viajante ingresse no território com 50 unidades. Leia bem: UNIDADES. Isso é o equivalente a um maço e meio. O excesso será tarifado ou recolhido.

10. Apenas uma mala: Leve uma e volte com duas.

Importante lembrar que os voos internacionais permitem o despacho de dois volumes de até 32 kg, mas nos voos domésticos é permitido apenas uma mala de até 23 kg. Quando se compra um voo “casado”, ou seja, partindo do Brasil com conexão em Perth e escala final em Sydney, as companhias aéreas honram o volume internacional de bagagens mesmo se tratando de um voo doméstico. O ideal, no entanto, é consultar o site da companhia aérea para ter certeza que não haverá cobrança de excesso, o que pode sair bem caro.

Outro ponto a frisar é o embarque com alimentos. A Austrália e a Nova Zelândia têm regras específicas quanto a isso. Produtos in natura não podem ingressar no país, e eles podem implicar na alfândega com excesso de bebidas ou comidas na mala. Ninguém vai criar caso por causa de um ou dois pacotes de miojo, mas é melhor evitar carregamentos de garrafas de cachaça, por exemplo.

Leia mais também: 
– Work and Holiday visa na Austrália
– 5 opções de acomodação na Austrália
– Saiba quanto custa morar na Austrália
– Qual o momento certo para viagem de intercâmbio

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