Com a missão de zerar o número de mortes evitáveis e lesões ao longo da costa, o serviço de salva-vidas australiano atua de forma incisiva na prevenção de afogamentos. Munidos de alto-falantes e apitos, os civis treinados que atuam na praia não hesitam em chamar a atenção dos banhistas ou surfistas que entram no mar em zonas de risco. É comum avistar helicópteros sobrevoando a costa, que logo alertam por rádio os profissionais na areia sobre quem deve ser convidado a sair da água. Jet skis e pranchas de resgate estão sempre à disposição das equipes, caso seja necessário providenciar um salvamento. O serviço é referência no mundo inteiro.

O país é famoso pela grande quantidade de praias, até porque, é na zona litorânea que concentra-se pelo menos 90% da população da Austrália. A zona de banho, no entanto, é muito restrita. Os banhistas estão autorizados somente a banhar-se numa área sinalizada entre duas bandeiras das cores vermelha e amarela, que copia o uniforme dos salva-vidas. Fixadas em vários pontos da areia estão placas que confirmam a regra: “Para sua segurança, por favor, nade entre as bandeiras vermelhas e amarelas”.

A praia de Bondi, localizada a 7 quilômetros do centro de Sidney e uma das mais visitadas da Austrália, conta com cerca de 1 quilômetro de extensão. As bandeiras que demarcam a zona de banho, no entanto, estão geralmente posicionadas a 10 metros de distância uma da outra. Ou seja, apesar da faixa de areia estar sempre lotada, para aliviar o calor, é preciso respeitar a sinalização e disputar espaço com os demais banhistas.

As bandeiras dos salva-vidas são móveis, bem como os postos onde ficam as equipes. Quando a correnteza altera-se, os profissionais escolhem uma nova área de banho, movimentando as bandeiras e suas tendas. A demarcação, além de prevenir incidentes, facilita a atuação dos salva-vidas, já que limita a área de supervisão.

O tempo de resposta das equipes é de, no máximo, 20 segundos. Estudos apontam que uma pessoa que não sabe nadar possui de 20 a 60 segundos de sobrevida até submergir. Apesar de toda a precaução e preparo, o número de afogamentos na costa australiana ainda é considerado elevado para os padrões esperados pelo país. Entre 1º de julho de julho de 2013 e 30 de junho de 2014, 266 pessoas morreram afogadas na Austrália. O número, no entanto, é inferior a média anual de mortes registrada nos últimos 10 anos, que é de 292, de acordo com o relatório nacional de afogamentos emitido pelo Royal Life Saving.

O serviço de salva-vidas australiano (The Australian Lifeguard Service, em inglês) é financiado pelo governo e é um dos maiores provedores de salva-vidas pagos do mundo. O serviço é um dos braços do clube de salvadores voluntários que também atua nas praias do país com a alcunha de Surf Life Saving Club. O grupo surgiu em 1903 para realizar serviços de salvamentos em feriados e finais de semana com foco nos esportes aquáticos, em especial, o surfe.

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