Prédios antigos, ruas estreitas e bondes velhos. A cena poderia remeter a qualquer centro turístico de cidade europeia, mas também ocorre na Austrália. Melbourne é a segunda cidade mais populosa do país. Do ano de proclamação da Austrália como uma nação (ou Commonwealth), 1901, a partir da integração das então seis colônias australianas existentes em uma federação, até 1927, Melbourne ultrapassou o poder de Sydney e permaneceu como a capital do país.

Há quatro anos consecutivos, Melbourne é eleita pelo ranking da revista Economist Intelligence Unit como a cidade com a melhor qualidade de vida do mundo. No ano de 2013, a mesma revista considerou-a cidade a quarta mais cara do planeta, apenas empatando com Oslo, capital da Noruega (o que não é totalmente verdade, pois os custos de vida são menores do que os observados Sydney, apesar de os salários serem menores também). Melbourne ainda é um dos principais centros financeiros do país e da região da Ásia-Pacífico.

Assim como Sydney, Melbourne é multicultural. No entanto, se fosse preciso escolher uma qualidade que se destaque no local, essa seria sua veia artística e cultural. Tudo transpira arte por lá. E isso pode ser contabilizado pela quantidade de museus e concertos ao ar livre, mas também pela presença de artistas de rua e intervenções urbanas. A cidade é o berço de estilos de dança nacionais (como o Melbourne Shuffle e o New Vogue). Foi lá também que nasceu a indústria cinematográfica e televisiva do país, a arte impressionista australiana (movimento conhecido como Escola de Heidelberg) e o futebol australiano. Melbourne também já foi reconhecida pela Unesco como a “Cidade da Literatura“, possuindo uma biblioteca pública gigantesca na cidade (que também acaba sendo muito visitada pela eficiência de sua rede wireless hehe).

Um dos principais símbolos dessa mistura artística que remete ao velho continente é a Degraves street. Localizada no centro, quase em frente à estação central, a rua corta a Flinders Street até a Flinders Lane. Os grafites dão o tom à rua que é abarrotada de cafés e restaurantes, especialmente com reproduções da culinária europeia. Outro fato que chama a atenção é a presença de mesas e cadeiras no meio da via, algo que também remete à Europa e não é comum de se enxergar na Austrália.

Além dos ares de Europa, o clima de Melbourne também remete a outro continente. Chove basicamente o ano inteiro, e no inverno o sol quase não aparece. Às vezes, massas de ar polar atingem a região e a temperatura cai para abaixo de zero durante a madrugada. Até pode nevar, mas não é comum. Os verões são extremamente secos, pois o regime de ventos se altera e a maior influência vem do Norte (onde ficam os locais mais quentes do país). Por causa do ar seco, as autoridades recomendam que se beba muito água em Melbourne. O ideal seria algo em torno dos cinco litros por dia!

Melbourne quebra ainda outro paradigma. Uma das primeiras imagens que vem à cabeça quando se pensa em Austrália são as praias. Apesar de a cidade possuir uma praia própria, St. Kilda, a alguns quilômetros do centro, mas facilmente acessível via transporte público, essa não é realmente a onda do local. O estilo surfista não faz sucesso por lá. As calçadas locais parecem mais um desfile de moda, oriundo de passarela europeia. O hábito de beber cafés em esplanada predomina, e o ventinho frio ajuda a confundir em qual hemisfério se está.

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